Estilo de Vida

Não gosto de sexo! E agora?

Por Regina Racco (http://www.pompoarte.com.br)

Não gosta ou não tem necessidade de se envolver numa relação que tenha sexo? Talvez você se encaixe no grupo dos assexuado. Essas pessoas estão longe de ser uma aberração, como já li em um texto muito mal informado. São pessoas, via de regra, intelectualizadas, bem-sucedidas, antenadas em seu tempo, estudam, trabalham, têm uma vida social intensa e são amigos do seus amigos. Têm bom papo e podem ser as melhores companhias que alguém pode ter. Me orgulho de ser amiga de alguns e posso dizer que são amigos queridos, muito fácil de se gostar!

Nas redes sociais existem vários grupos deles. Claro que eles são criteriosos quanto a admissão de membros, afinal, o que não faltam são pessoas maldosas, dispostas a lançar suas próprias frustrações e preconceitos sobre eles. Sim, são pessoas que professam um modo de vida diferente dos demais, não há como negar. Eles namoram, noivam, casam, se amam, continuem famílias felizes… mas não se relacionam sexualmente.

Para um assexual, o sexo, claro, está fora de cogitação. Pelo menos nos moldes conhecidos por nós. Embora muitos gostem desse contato mais íntimo dos corpos unidos, eles não sentem necessidade de concretizar o ato, nem com penetração e nem sem. Aliás assexuais podem se excitar, mas preferem eles mesmos se tocarem. Outros, não sentem estímulo sexual, embora sintam forte apelo amoroso.

A traição, no caso deles, é vista da seguinte maneira. De acordo com todos que conversei é quase nula a existência da traição nesse tipo de relação. Igualmente raro é o casal que rompe o acordo e coloca o sexo em sua relação. Claro, pode acontecer e tudo isso é normal, aliás o mal do mundo é achar que todos deveriam agir de acordo com a mesma cartilha. Somos diferentes e por isso mesmo tão especiais!

Como os assexuados descobrem que não sentem necessidade de sexo?

Muitos percebem o próprio desinteresse pelo lado sexual ainda na adolescência e sem entender, sofrem. Para outros, já na vida adulta, apesar de amar o companheiro ou companheira, o ato sexual sempre acaba sendo algo ruim.

A descoberta de sua condição especial para todos é uma libertação. Como tudo na vida, o grande obstáculo a ultrapassar é a própria aceitação. Esta, por vezes, é difícil, já que tantos anos espremidos dentro de uma caixinha redonda e entender que sua forma é quadrada dá um certo trabalho. A boa notícia é que: ultrapassado esse entrave, o céu é o limite!

Quer entender melhor quem são os assexuados?

CLIQUE NAS IMAGENS ABAIXO PARA CONFERIR AS MINHAS DICAS!

* Curta a FANPAGE da Escola de Você

*Siga o Tempo de Mulher nas redes sociais: Facebook / Twitter / Instagram

*Curta a FANPAGE da Ana Paula Padrão 

  • Sou assexuado: Se descobrir assexual não é fácil e tranquilo. Muitos passam por terapias até entenderem que não há nada de errado em não gostar de praticar o sexo. A ajuda de alguém que entenda bem o assunto nesta hora é fundamental.
  • Família: Estes devem entender que é preciso aceitar e apoiar o membro da família que acaba de se descobrir assexual. Afinal, ser assim não é resultado de nenhuma doença, nem anomalia e, sim, uma característica pessoal.
  • Aceitação: Com toda a ajuda possível, a aceitação deve ser tranquila. Essa aceitação vai te ajudar a conhecer pessoas iguais. A troca de experiências é enriquecedora, nem pense em se isolar, você não está com nenhum problema, só é assexual.
  • O romance: Viver um romance com alguém que pensa e age como você é maravilhoso, só tome cuidado para o outro ou a outra não ser sexual e ter secretamente a esperança de 'curá-lo (a)'. Deixe claro de início que você é normal e isso é uma característica sua, portanto não mudará. Bem, já falei que pode até acontecer de você desejar viver a experiência sexual, mas não coloque isso como opção. Afinal, se não acontecer irá frustrar o outro.
  • Parceria: vocês podem viver um grande amor e não necessariamente morarem juntos. Mas até por comodismo,  unir-se ao outro e dividir casa e despesas pode ser bem cômodo e satisfatório, afinal, vão unir o útil ao agradável.
  • Em total harmonia: Não é incomum que casais assexuais dividam os trabalhos domésticos. Aliás, achei bem mais disposição e alegria nesta atividade em casais assexuais  do que nos 'outros'.
  • Amigos antes de tudo: O que vi em meu contato com os amigos assexuais é a imensa paciência e cordialidade que dispensam um ao outro. Além de apaixonados, são visivelmente os melhores amigos.
  • Soma financeira: Sem filhos e nem muitas despesas extras, casais assexuais se dedicam à diversão, cinema, teatro, passeios... são bem disponíveis e isso enriquece a relação ainda mais.
  • Viagens: Muitos curtem viajar e um casal assexuado me relatou que somente neste relacionamento tiveram disposição para conhecer outros países. Antes, em outros relacionamentos mais tradicionais, havia o excesso de trabalho, muitas cobranças etc... E isso os desanimavam
  • Com filhos: Quem disse que casais assexuais não podem ter filhos? Eu não! Muitos optam pela adoção e são ótimos pais, como qualquer outro casal. Os cuidados, assim como para qualquer casal, é pensar bem antes. Afinal, filho é para sempre. Então, estejam seguros da decisão!
Regina Racco