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Dores na hora H? Veja razões!

Pela colunista Regina Racco (www.pompoarte.com.br

O sexo é destinado a ser uma coisa agradável e plena, mas para algumas mulheres e homens, a experiência não é das melhores. No lugar do prazer, eles sentem dor. A causa desse incômodo, boa parte das vezes, tem origem em problemas físicos e até emocionais.

Uma dorzinha simples pode até ocorrer de vez em quando e, neste caso, são simples de resolver. É o que acontece  quando as mulheres não têm lubrificação por falta de preliminares ou vaginismo [quando a mulher não consegue relaxar para permitir a penetração].

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Outra situação que pode ocasionar esse desconforto é você ficar numa posição ruim na hora da relação sexual. Além disso, forçar uma das partes a fazer sexo, muito provavelmente, também vai gerar incômodo. Isso porque o cérebro emite ‘recados mentais’ que interferem diretamente na lubrificação.

Dor na relação sexual, às vezes, pede auxílio médico

Exceto nas situações acima, quando a dor é intensa ou frequente, o ideal é procurar atendimento médico o mais rápido possível. Esperar muito para procurar tratamento também pode levar a consequências graves. Então, faça consultas regulares com o seu médico, seja você homem ou mulher.

Um exame físico completo também é necessário para se certificar de que nenhuma infecção (deixada de lado) está agindo nas sombras e te deixando doente. Se você perceber que o incômodo está sendo causado por problemas psicológicos, o terapeuta e psicólogo podem ajudar.

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Jamais siga sentindo esse desconforto, perdendo os melhores anos de sua vida numa fase em que o prazer deveria ser uma constante. Sem contar que é fundamental ter em mente que você não está sozinha (o), muitas pessoas passam por esse tipo de situação. Basta procurar ajuda e não há vergonha nenhuma nisso. A intimidade sexual é uma coisa natural e bonita.

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  • Algumas mulheres sentem dor na hora do sexo e isso pode ser falta de lubrificação, sabia? Também ocorre esse tipo de situação por falta de preliminares. Então, faça com que, junto com o parceiro, seja trabalhado esse momento, que é importante para a mulher.
  • Até mesmo uma inflamação ou lesão no trato urinário pode provocar ardência ou coceira no canal da vagina, incomodando bastante. Neste caso, o sexo não é recomendável enquanto o tratamento é feito.
  • Alguns medicamentos, como alergênicos, contraceptivos, sedativos, antidepressivos e remédios para pressão alta são conhecidos por baixar a libido e diminuir os níveis de estrogênio, como acontece durante a amamentação e a menopausa. Portanto, remédios também podem ocasionar a falta de lubrificação, ocasionando a dor.
  • As infecções são causas comuns de irritação e inflamação ligadas a dor durante o sexo. Microfissuras por atrito a seco também podem causar inchaço na cavidade vaginal, dificultando a penetração.
  • Sexo doloroso também pode ser causado por trauma ou lesão após um acidente ou cirurgia. A episiotomia, por exemplo, que é a cirurgia de emergência para aumentar o tamanho do canal durante o parto, também é considerada um tipo de trauma que pode resultar em sexo doloroso.
  • Tratamentos de câncer, incluindo quimioterapia e radioterapia, podem afetar a sensibilidade na região íntima, causando uma penetração mais dolorosa. A histerectomia ou outras cirurgias pélvicas também podem causar mudanças indesejadas. No entanto, isso é muito raro porque quando há problemas, estes acontecem logo no início, ficando normal depois.
  • Doenças inflamatórias pélvicas, por exemplo, ou a gravidez ectópica [quando o óvulo se hospeda fora do útero], prolapso uterino, útero retrovertido, cistite, fibroides uterinos, síndrome do intestino irritável, cistos ovarianos, endometriose e hemorroidas também podem causar dor na hora do sexo. Estas condições variam de moderadas a graves e exigem acompanhamento médico.
  • O vaginismo, ou seja, quando a mulher não consegue relaxar para permitir a penetração faz com que ocorra espasmos [contrações] musculares dentro das paredes da vagina. Algumas mulheres sentem dor até mesmo sem a tentativa de penetração. O tratamento na maioria das vezes é médico e psicológico.
  • Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são outros fatores que causam dor no ato sexual. No entanto, problemas como herpes, verrugas genitais e HPV [infecção transmitida pelo sexo], apesar de causarem dor, os sintomas nem sempre são reconhecidos nos estágios iniciais.
  • Parto: ter relações sexuais cedo demais, ou seja, menos que seis semanas, não é recomendado. Isso porque o parto pode deixar o canal muito sensibilizado, já que não houve tempo hábil para ele cicatrizar. É importante aguardar o período recomendado pelo seu médico neste caso.
  • Homens também sentem dor na hora do sexo, e a prostatite é um dos motivos causadores. Ela é caracterizada por dor e inflamação da próstata, que está localizada próximo da bexiga. É conhecida por causar sensações de queimação durante a micção (tem que ser averiguado, pois se confunde facilmente com infecções renais) e dor durante a ejaculação.
  • Infecções não afligem apenas as mulheres, e para eles é tão doloroso quanto. Elas surgem, por exemplo, por sexo sem proteção, ou seja, quando um dos parceiros já tem infecção por fungos ou bactérias, ou mesmo por conta de má higiene. Nestes casos, o sexo deve ser abolido enquanto o tratamento é feito.
  • A dermatite é outro problema. Ela gera sensibilidade a alguns componentes alergênicos contidos em sabão ou outros produtos químicos (amaciantes de roupas etc). Geralmente causa inchaço na região íntima do homem, deixando-a muito sensibilizada. Não é muito difícil de diagnosticar e tratar, mas é importante fazer a consulta para discutir as melhores opções de tratamento.
  • Infecção do trato urinário: esse tipo de problema causa a sensação de queimação durante a micção, o que pode deixar a relação sexual dolorosa. São infecções graves, que exigem tratamento médico para evitar que a infecção se espalhe, atingindo até mesmo outros órgãos. Esta infecção pode tornar-se cada vez mais prejudicial para a saúde se não for tratada.
  • Sensibilidade pós-sexo. Os pênis de alguns homens podem se tornar hipersensíveis depois que ejaculam e alcançam o orgasmo. E se seu caso for esse, terá que esperar um pouco até uma nova rodada de prazer. A parceira vai entender, até porque ela também sente essa mesma sensibilidade após o orgasmo.
  • Microfissuras [pequenos ferimentos pelo atrito com a vagina] na região íntima do homem, especificamente na glande, podem surgir e merecem atenção. Normalmente essas microfissuras são tão minúsculas que a lavagem com sabão neutro e o descanso já vai trazer a cura. Por isso, vale a máxima aqui também de evitar fazer sexo até que a ferida tenha cicatrizado completamente.
  • Fimose e parafimose: ambas as condições são caracterizadas por problemas com o prepúcio sendo apertado de forma indevida. É importante destacar que o prepúcio não pode ser puxado, deixando à mostra a glande, ok? Uma pequena cirurgia resolve isso de imediato. Na verdade é como se fosse uma circuncisão. Mas existem outros tipos de tratamento, como automassagem, visando alongar a pele que vai se soltar sem o corte. Mas apenas um médico pode dar o diagnóstico e indicar o procedimento.
  • DSTs que não são tratadas podem tornar o sexo muito doloroso, sem contar que são contagiosas e necessitam atendimento médico imediato. O sexo deve ser evitado até que o tratamento esteja completo. Caso contrário, você pode espalhar a doença ou fazer com que sua condição piore. Se ignorar esta condição e deixar sem tratamento, pode se tornar até mesmo fatal!
  • Priapismo: é uma condição menos comum do que as anteriores, no entanto, é tão doloroso quanto. O problema é conhecido por gerar uma ereção de longos períodos, em média até quatro horas, mesmo que o homem já tenha finalizado a relação sexual. Embora pareça uma coisa boa, não é, porque não é uma ereção sob controle (que os meus alunos possuem, depois do treinamento. Leia mais aqui). É uma ereção sem prazer, que só causa incômodo. Não deixe de procurar um médico.
Regina Racco