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Guia para investir seu dinheiro

Por Carol Sandler (www.financasfemininas.com.br)

Você tem um sonho, mas não tem ideia de como juntar dinheiro para realizá-lo? Ou então conseguiu juntar uma grana, mas não sabe como guardá-la direito? Você se preocupa com o seu futuro e não quer depender só do INSS para ter uma aposentadoria tranquila? Se você se enxergou em alguma destas situações acima, está na hora de começar a investir seu dinheiro.

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A principal dificuldade que as mulheres têm para começar a investir é falta de confiança. No entanto, não existe motivo para isso. Estudos mostram que quando as mulheres tornam-se investidoras de fato, elas têm um desempenho melhor do que o dos homens, sabia?

Então, é hora de deixar a insegurança de lado e começar a estudar o assunto. Só assim você vai se sentir pronta para aplicar o seu dinheiro.

Quer conhecer as principais opções de investimentos que existem no mercado?

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  • Poupança: A caderneta é o investimento mais popular do Brasil. É simples, prática e não tem cobrança de Imposto de Renda. No entanto, ela rende pouco também – cerca de 5,3% ao ano, com a taxa Selic no patamar atual de 7,5% ao ano.
  • Poupança: Esta opção é ideal para quem pode precisar do dinheiro em pouco tempo ou precisa fazer um fundo de emergência. Neste caso, no caso da instituição financeira ‘quebrar’, você tem garantia de recuperar até R$ 250 mil.
  • CDB: Quando você investe em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) está, na realidade, fazendo um empréstimo ao banco. O seu retorno são os juros da operação. Tem cobrança de IR, com taxas regressivas, ou seja, quanto mais tempo seu dinheiro fica aplicado, menor a cobrança.
  • CDB: O rendimento do CDB acompanha a taxa Selic – hoje, em 7,5% ao ano. Então, rende mais do que a poupança, mas é uma aplicação para médio prazo, considerando a cobrança de IR. Outra vantagem: o CDB também tem a cobertura de garantia no valor de até R$ 250 mil. Você pode começar a investir em CDBs a partir de R$ 200.
  • LCI e LCA: Estas são opções bacanas ao CDB. LCI é a Letra de Crédito Imobiliário - você empresta dinheiro para os bancos financiarem empreendimentos imobiliários. Já a LCA é a Letra de Crédito do Agronegócio, usada pelos bancos para financiar o setor agrícola.
  • LCI e LCA: O investimento mínimo inicial é maior, de R$ 5.000. Tem garantia do valor investido em até R$ 250 mil e não há cobrança de IR. Por outro lado, este tipo de título não tem liquidez diária e você pode ter que esperar pelo menos 6 meses antes de resgatar o dinheiro. Por isso, se for investir em uma LCI, não coloque todo o seu patrimônio neste tipo de título. Bom para investimentos de médio e longo prazos.
  • Tesouro Direto: Está super em alta! Os títulos do Tesouro brasileiro nada mais são do que uma forma de fazer um empréstimo ao governo. Como a chance de o Brasil quebrar e o governo dar um calote é baixa, o risco deste tipo de aplicação também é mínimo. O valor dos títulos começa em R$ 30 e pode chegar a até R$ 1 milhão. Você pode comprar e vender os papéis pelo próprio site do Tesouro Direto.
  • Tesouro Direto: Existem três tipos de papeis: o Tesouro Selic, que acompanha a taxa Selic; o IPCA+, que garante um retorno sempre acima da inflação; e o Prefixado, com o rendimento já combinado de antemão.
  • Tesouro Direto: O custo é de apenas 0,3% de taxa de custódia (é o que a bolsa de valores cobra para manter esse dinheiro aplicado) e não precisa haver cobrança de taxa de administração. Fique alerta, pois há incidência de IR. O rendimento do seu título cai diretamente na sua conta na data de vencimento do papel, que é pré-determinada. Se você precisar vender os títulos antes do prazo, pode usar os leilões de recompra, que acontecem todo dia.
  • Fundos de Investimento: Muita gente prefere recorrer a um gestor de fundos para fazer o investimento em seu lugar. Se você é assim, vale um alerta: fique de olho na taxa de administração. Com cobranças altas, muitas vezes o fundo acaba perdendo para a poupança. E aqui tem sempre cobrança de IR.
  • Fundos de Investimento: Os fundos que costumam compensar são os fundos multimercado, que investem em diversos tipos de papeis e ações. Assim, o seu retorno pode valer a pena. Para saber se o fundo que você está olhando é uma boa alternativa, peça sempre para o gerente mostrar qual é o seu retorno líquido, após taxas e IR.
  • Fundos de Previdência: Esta é uma boa opção para quem quer se preparar para aposentadoria ou para objetivos de longo prazo. Na hora de escolher o seu plano, você tem duas opções: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
  • Fundos de Previdência: O PGBL é indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, ou seja, para quem tem despesas dedutíveis com valor maior do que 20% dos rendimentos obtidos durante o ano.
  • Fundos de Previdência: O VGBL, por sua vez, é para quem faz a declaração simplificada – aqueles que têm apenas uma fonte pagadora e poucos gastos que podem ser deduzidos. Se você for autônoma ou profissional liberal, o VGBL é a opção mais indicada.
  • Fundos de Previdência: O problema dos fundos de previdência são as altas taxas de administração cobradas, que, em geral, são de 3% e comem uma boa parte dos seus rendimentos. Este tipo de fundo só compensa quando a taxa de administração é realmente baixa ou quando a empresa onde você trabalha dá um benefício aos funcionários, como uma aplicação do valor correspondente por parte da empresa a cada real investido pelo funcionário. Se esse tipo de opção existe onde você trabalha, vale a pena investigar.
Carol Sandler